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COMO IRÁ FICAR O CENÁRIO DO E-COMMERCE PÓS PANDEMIA

COMO IRÁ FICAR O CENÁRIO DO E-COMMERCE PÓS PANDEMIA

Qual a perspectiva para o mercado do comércio eletrônico, após a “normalização” global?

Por Rafael Belmiro dia em Empreendedorismo

 

COMO IRÁ FICAR O CENÁRIO DO E-COMMERCE PÓS PANDEMIA

COMÉRCIO ELETRÔNICO NA PANDEMIA

O mundo entrou em quarentena em meados de 2020, em precaução à expansão expoente de um vírus potente e letal, o Corona Vírus/COVID-19, a facilidade que o mesmo é e era transmitido fez com a adaptação em diferentes processos e ações cotidianas surgisse como necessidade básica. Todos aqueles que visavam proteger-se dos problemas causados pelo vírus, tomaram medidas para continuar com todas suas atividades diárias normalmente, mas o fato é que tal mudanças de hábitos podem continuar sendo uma realidade após a pandemia passar.

Em maio de 2020, foi apurado por meio da análise de dados realizada pela Conversion, consultoria de performance & SEO, que os principais sites brasileiros tiveram um aumento de 51% na sua audiência, devido a alta procura após o isolamento social, onde grande parte da população resolveu adquirir e consumir produtos por meio do e-commerce, em vista que muitas categorias tiveram por obrigação fechar seus comércios físicos.

COMO IRÁ FICAR O CENÁRIO DO E-COMMERCE PÓS PANDEMIA

CATEGORIAS

Como citado acima o estudo traz dados referente a variadas categorias que tiveram uma crescente alta em audiência e consequentemente aumento em vendas, muitas relacionadas aos fechamentos físicos, ou até mesmo necessidades básicas, confira o top 10:

1-Eletrônicos (136,72%)

2-Moda (95,27%)

3-Casa e Móveis (85,39%)

4-Pet (65,56%)

5-Comida (61,40%)

6-Grande Varejistas (50,04%)

7-Mercado (50,01%)

8-Farmácia e Saúde (43,28%)

9-Cosméticos (40,80%)

10-Outros (16,81%)

O estudo é com base nos dados sobre visitas, compras e vendas, para verificar se houve crescimento, é analisado a partir das informações referente as mesmas ações feitas no período antes da pandemia, e por isso podemos verificar o quão é impactante este aumento, lembrando que essas estáticas são apenas persistentes ao mercado nacional.

Podemos perceber que grande parte do crescimento foi encima de produtos que tiveram a abertura de seu estabelecimento físico proibida, e é intercalado em produtos de necessidade e desejo, visto que farmácia, comida e mercado são de categoria essencial/necessidade.

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DISPUTA ACIRRADA ENTRE GIGANTES

A mudança repentina e drástica do cenário, fez com que grandes empresas levassem um verdadeiro susto, até então lidar com uma pandemia não era algo que estava incluso dentro do planejamento, mas muitas conseguiram entender que neste momento e em um futuro próximo, o setor do e-commerce se tornará cada vez mais consolidado, por isso grande parte das marcas migraram suas atividades para o online, ou até mesmo adaptaram-se para não sofrer um prejuízo ou queda drástica em suas vendas.

Grandes varejistas que já mantinham expressivos investimentos anuais para seus canais e vendas online, após perceberem que o comércio eletrônico seria o grande escape para grande parte da população, adiantaram projetos e inovaram em diferentes departamentos, para atender essa nova demanda, e adaptar-se também as limitações que a pandemia trouxe para todos, visto que até mesmo muitos colaboradores de múltiplos setores foram obrigados, a partir de decretos governamentais a trabalharem por Home office (em casa).

O CEO da conversion, prevê que a consultoria voltada para e-commerce, cresça até 70% no final deste ano (2020), decorrência de empresas que irão ingressar neste meio.

Confira abaixo o quanto grandes varejistas e plataformas reconhecidas, que cresceram em acesso (milhões) com a pandemia:

  • Mercado Livre (Grande Varejo) 253,147 milhões;
  • Americanas (Grande Varejo) 139,644 milhões;
  • Amazon (Grande Varejo) 85,810 milhões;
  • Magazine Luiza (Grande Varejo) 71,940 milhões;
  • Casas Bahia (Grande Varejo) 69,566 milhões;
  • Aliexpress (Grande Varejo) 30,220 milhões;
  • Submarino (Grande Varejo) 28,758 milhões;
  • Extra (Grande Varejo) 22,266 milhões;
  • Elo7 (Outros) 21,010 milhões;
  • Shoptime (Grande Varejo) 20,989 milhões.

Podemos perceber que alguns dos canais de vendas que despontam no ranking, são até então Marketplaces que já vinham de um crescente no mercado ao longo dos anos, e que já mantinham expressivos números em vendas, fluxo de usuários e participação no mercado, e que disparam em acessos e consequentemente em vendas durante a pandemia.  

Os grandes mesmo que consolidados no mercado, trouxeram constantes inovações e melhorias nos processos, como por exemplo: entrega a curto prazo, promoções e condições especiais para seus consumidores, o intuito é fidelizar aqueles consumidores que estariam realizando as compras online por apenas não deter a opção física, que neste caso seriam a grande maioria.

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FORA DA CURVA

A Abcomm traz curiosos dados a respeito também sobre o aumento durante este cenário, pois é indiscutível que os grandes cresceram, o Mercado Livre mesmo ganhou cerca de 5 milhões de novos clientes apenas no período de 24 de fevereiro a 3 de maio, em comparação a mesma época só que no ano anterior o Marketplace deteve um aumento em torno de 45%, e deste número poucos mais da metade são brasileiros, contabilizando 2,6 milhões, mas o que de fato surpreendeu a todos foi o crescimento da Riachuelo, empresa do setor de necessidade secundária, teve crescimento em vendas em torno de 124%, no curto período de 4 a 12 de abril.

Como sempre é citado por diferentes estudiosos e especialista sobre economia, as melhores oportunidades surgem durante crises, e no meio das mesmas são criadas as mais inovadoras ideias e soluções, e um dado que pode comprovar este argumento, é o que a Abcomm traz a respeito de empreendimentos que foram abertos durante a pandemia, que representam o expressivo número de 80 mil lojas virtuais.

A oportunidade que foi captada por inúmeros empreendedores, vendedores varejistas, e por pessoas desempregadas, que por conta também da pandemia perderam seu emprego, e encontraram ali uma forma de gerar renda ficando em casa, trouxe novos métodos de consumir, como vendas por redes sociais, entregas via drive-tru e etc...

Com este novo propulsor gerado pela pandemia, o e-commerce tem previsão de fechar o ano de 2020 com o faturamento de 103 e 120 bilhões, dados que a consultoria global de gestão estratégica Kearney traz, a análise mostrou também que neste período lojas online cresceram cerca de 49%, principalmente nas regiões sul e sudeste.

A empresa de análise, apresenta também um comparativo a respeito do crescimento previsto para os próximos anos, quanto seria antes e depois da pandemia, e os dados são surpreendentes, em vista que o quanto a categoria de lojas virtuais, iria representar no aumento geral do setor, e o que era esperado um crescimento em torno da casa dos 4 e 8%, após tal cenário é possível que chegue a representar 20% do segmento

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CONSUMIDOR

Em adaptação ao novo, o consumidor está atento a qualquer que seja o erro ou dor de cabeça que venha ter com sua experiência de compra online, pois a mesma pode ser decisiva para uma possível ou não volta a loja/Marketplace. O cliente que antes já estava rigoroso em diferentes aspectos, se tornou mais criterioso ainda, visto que este era o único meio seguro entre ele e um empreendimento.

Buscando saber o máximo de informações, o usuário quer entender e deter uma perspectiva sobre aquele produto, e maneiras de conseguir assimilar o mesmo em uma realidade física, por isso o negócio online deve trazer formas e apresentações que façam com o consumidor enxergue por representação virtual características suficientes para querer comprar o produto. Além deste diferencial, o consumidor procura agora por prazos curtos, frete com o menor custo e atendimento de qualidade.

A experiência é que mais conta como diferencial, personaliza-la irá trazer uma vantagem diante seus concorrentes, procure oferecer ao seu cliente, aquilo que irá transmitir para o mesmo a sua identidade, desde de pequenos atos a atenção a todos detalhes, procure ser cuidadoso em todos os processos, e principalmente em atendimento, que é o fator básico para crescer neste setor, com o aumento de novos empreendimentos, manter seu público não será tão fácil como anteriormente.  

COMO IRÁ FICAR O CENÁRIO DO E-COMMERCE PÓS PANDEMIA

PÓS PANDEMIA

Diversos estudos foram e estão sendo realizados durante a pandemia, em busca de entender como que o mercado irá ficar após essa acabar, mesmo que múltiplas empresas tragam números expressivos em prol do e-commerce, é importante estar atenta as novas tendências pós pandemia, e o que irá ficar mesmo após este período terminar.

Pagamento: Uma das novidades antes mesmo do surgimento do vírus, as diversas formas de pagamento já era uma possível tendência do mercado, visto que tivemos um expressivo crescimento do cashback, mas busca por agilidade, facilidade e segurança continuam sendo a o principal desejo de grande parte dos consumidores.

Empreendimento Omnichannel:  Após muitas empresas ingressarem no comércio eletrônico como forma de manter suas atividades durante o isolamento social, um novo hábito surgiu decorrente desta adversidade, muitos consumidores aprenderam de certa forma, a adquirir produtos por meio deste âmbito, e é com essa mudança que muitos negócios devem basear-se para investir futuramente no seu empreendimento no modelo online, após a pandemia.

A comunicação via redes sociais, o atendimento virtual e telefônico, foi assim que as vendas de muitos empreendimentos físicos continuaram a serem realizadas durante a pandemia, e por isso que a realidade já abordada inúmeras vezes aqui mesmo na Academia do Ecommerce, se tornou rapidamente mais próxima, o vendedor tanto do comércio eletrônico, quanto online irá ter que estar presente em mais de um canal, seja ele Marketplace, rede social ou loja virtual.

O consumidor, muitas das vezes é abordado por uma ação ou campanha de um determinado produto de seu desejo, em múltiplas plataformas, e o mesmo busca por adquirir tal mercadoria naquele mesmo momento e ambiente, seja rede social ou Marketplace, ele não quer se direcionado para outra página. O imediatismo foi uma das tendências mais recorrentes na pandemia, o consumidor que comprar e receber o quanto antes, e com isto surge a necessidade de estar em múltiplos canais, e quando estamos falando sobre diferentes não é somente em parâmetros online, e sim também o físico, uma das ações comuns durante esse período de isolamento, foi adquirir um produto e busca-lo em um ponto de coleta, por meio de drive tru, um atípico modo de consumo que pode ser estudo e aplicado pós pandemia.

É certo que esta será uma necessidade básica, o vendedor tem que oferecer diversas formas para os usuários realizarem compras no seu negócio, e o ponto de coleta seja próprio ou terceirizado, além do que quanto maior presença, consequentemente terá maior alcance.

Entrega e Prazo: Os setores alimentícios, farmácia e saúde, que englobam produtos de necessidade primaria, também sofreram adaptações durante este cenário, em vista de que estes eram comuns que o público procurasse adquirir de forma física. Ingressar no e-commerce ainda era uma novidade, para empresas destas categorias, mesmo que grandes varejistas tivessem iniciado seus investimentos neste setor antes mesmo da pandemia, a grande maioria ainda não tinha entrado de cabeça, e por isso deve-se analisar se tal método continuará ou foi persistente apenas a este momento atípico.

Como citado acima, as mercadorias de tais categoriais são de necessidade primária, logo era necessária uma entrega rápida e ágil visando não só a satisfação do consumidor, como também manter a qualidade do produto, por isso investimentos em novos processos logísticos foram realizados, entrega e retirada no mesmo dia se tornou comum neste período, uma metodologia que os usuários provavelmente irão manter interesse pós-pandemia.

Plataformas como Mercado Livre, impulsionaram o que é chamado de entrega no mesmo dia, o Mercado Flex apresenta opções de produtos que podem ser entregues no dia da compra, porém até um certo horário em que o pagamento é aprovado para o vendedor e sistema do Markeplace, uma novidade que se tornará mais comum em um futuro não tão distante.

Pontos de coletas, estão sendo implementados para atender a alta procura de usuários que buscam retirar seus produtos na data e horário que desejarem, em postos próximos as suas residências, este posto não precisa ser necessariamente do negócio online, esta metodologia também irá auxiliar empreendimentos digitais, que não mantém atividades físicas, ou não podem disponibilizar a opção de retirada em suas operações.

O acompanhamento em tempo real utilizado por empresas de delivery, feito por meio de sistemas, aplicativos e/ou plataformas, é um dos grandes diferenciais que está sendo implementado aos poucos por lojas virtuais e Marketplaces, o benefício de apresentar ao consumidor a localização exata e atualizada do percurso que o entregador está realizando até o destino final, pode evitar a alta taxa de logística reversa, o desencontro e até mesmo problemas com o desvio de mercadorias, além de passar maior credibilidade e conforto para o consumidor.

Big Data: O fato é que, nenhuma analise seria ou será possível durante este e outros cenários sem a utilização de big data, pois a mesma permite que o vendedor possa estudar dados em torno do seu empreendimento, interação do consumidor com o mesmo, e assim tirar informações relevantes para melhorar a experiência dentro da sua plataforma, entender os desejos e necessidade do seu público, e trabalhar para melhorar ao máximo a taxa de engajamento da sua marca.

A big data permite também que o empreendedor consiga personalizar a experiência do usuário dentro do seu e-commerce, por meio de táticas como, sugestão de produto, fluxo entre páginas, mensagens e etc.

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ONLINE X FÍSICO

Muito se fala sobre o constante duelo disputado pelo mercado físico e digital, e que em quesitos de participação e lucro apenas um pode ser forte, mas não é bem esta realidade que podemos perceber durante a pandemia, visto que o online se tornou a principal procura, mas decorrência do isolamento social e fechamento dos comércios físicos, caso contrário muitos consumidores ainda buscariam retirar seus produtos em pontos físicos, ou até mesmo compra, já que muitas categorias detém forte apelo para experiência presencial, como por exemplo moda e eletrônicos.

Portanto, o consumo por varejo não está chegando no seu fim, e muito menos deixando de ser a opção número da população nacional, mas é indiscutível que com a pandemia o e-commerce ganhou mais força do que nunca, e ganhou maior credibilidade e confiança dos consumidores de diferentes categoriais, faixa etária e poder aquisitivo, logo mais do que nunca após a normalização de todos os setores, investir no comércio eletrônico vai ser mais vantajoso ainda.

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